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sábado, 22 de junho de 2019

Bolsonaro acaba com o sonho dos concurseiros e enterra o desejo da estabilidade de milhões de brasileiros



O presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado que dificilmente haverá concursos públicos no Brasil nos "próximos poucos anos", tendo em vista as restrições do orçamento público. O presidente afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, já decidiu restringir a realização de novos concursos para conter os gastos com pessoal do governo federal.
A declaração foi feita pelo presidente ao afirmar que não é o governo quem cria empregos. Segundo ele, o presidente poderia fazer isso apenas com concursos ou abrindo cargos comissionados na máquina pública, mas o caminho para reduzir as taxas de desemprego, afirmou, é estimulando o crescimento da economia brasileira por meio de investimentos privados. Ele citou como um fator em favor disso especialmente a aprovação da reforma da Previdência , que tramita na Câmara dos Deputados. Ele também relacionou o aumento da violência ao desemprego.
Paulo Guedes decidiu basicamente que poucas áreas terão concurso, porque não tem como pagar mais. O problema é esse. A gente até gostaria em uma área ou outra. Abri uma exceção para a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Fora isso, dificilmente teremos concurso no Brasil nos próximos poucos anos — disse Bolsonaro. — A partir do momento em que ninguém investe aqui, a taxa de desemprego aumenta e aí vem a violência. Tudo de ruim vem atrás.
Três considerações sobre a fala do presidente.
1ª. Sinto pelos amigos, colegas e outros milhões de brasileiros que passaram anos pagando cursinho e horas estudando em casa na esperança de conseguir passar num concurso público. Aos que votaram em Bolsonaro pra presidente e são concurseiros, só resta o mantra do “Eu avisei”.
2ª Depois de usar o fechamento das Universidades como moeda de troca, o presidente agora faz chantagem com o sucateamento do serviço público. O problema do Brasil não é a quantidade deservidores públicos. Um país de tamanho continental precisa sim de um contingente de servidores que consiga fazer a máquina pública andar. Antes de pensar numa reforma previdenciária que vai atingir diretamente e especialmente os mais pobres, o Governo Federal poderia, por exemplo, taxar grandes fortunas, não perdoar grandes devedores como tem feito, e estimular a economia (coisa que ele não tem ideia de como fazer, e nem por onde começar).

3ª Em uma coisa o presidente acerta. Com o desemprego, cresce a violência. E esse é um argumento tão simples e ao mesmo tempo tão válido, que custa crer que ele tenha chegado à essa conclusão sozinho.

site o Globo

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