Cinco anos do 7 a 1 e a sensação de estarmos sendo goleados e ultrajados todos os dias - Paraíba Feminina

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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Cinco anos do 7 a 1 e a sensação de estarmos sendo goleados e ultrajados todos os dias

todo dia um 7 a 1



Será que um dia algum gênio do marketing/publicidade vai conseguir bolar um jeito do brasileiro voltar a amar a camisa amarela da Seleção? E hoje, mais especialmente essa data, nos lembramos do início do ódio do brasileiro pela camisa canarinho! É aniversário de cinco anos do fatídico 7 x 1.

O uso político da camisa amarela começou ainda nas manifestações de 2013. Não era só por 20 centavos, como descobrimos logo depois. Ainda naquele ano, vimos a direita abocanhar um movimento justo, meio louco é verdade, mas justo. Surgiu o MBL, o Vem Pra Rua e todas aquelas ramificações de extrema direita que a gente teve que aprender a lidar.

Mas aí chegamos em 2014, Copa do Mundo no Brasil. “Não vai ter Copa!”, só que teve, e foi bonita. O evento não teve culpa do nosso fracasso enquanto seleção. Até os 3 primeiros gols, sentíamos o gosto amargo da vergonha. Depois do placar final, sentimos foi vergonha.

E que mundo maravilhoso seria se aquela fosse nossa última derrota nesses últimos 5 anos. É um 7x1 praticamente todos os dias.

Não vai ter golpe! Teve golpe. Dilma foi afastada sem ter cometido nenhum crime, Lula foi preso no julgamento mais escandaloso da história do Brasil, Temer aprovou a reforma trabalhista e Bolsonaro ganhou as eleições pra presidente trazendo uma leva de deputados, governadores e líderes que saúdam o nazismo, desprezam quem pensa diferente e se orgulham da própria ignorância.

Há cinco anos, no dia 8 de julho de 2014, um jogo de futebol foi capaz de simbolizar uma era e se tornar um marco para uma série de recordes negativos relacionados à seleção brasileira, até então uma das representantes quase intocáveis daquilo que o País tinha de melhor. O 7 a 1 foi um marco. A sensação de derrota saiu dos gramados, invadiu a sociedade, nossa casa e nossa vida.

Será que um dia algum gênio do marketing/publicidade vai conseguir bolar um jeito do brasileiro voltar a amar a camisa amarela da Seleção? Talvez não. E o pior é que talvez nunca saibamos a resposta.


Taty Valéria

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