Muitas vaias, alguns aplausos. Na final da Copa América, o Bolsonaro saiu derrotado - Paraíba Feminina

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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Muitas vaias, alguns aplausos. Na final da Copa América, o Bolsonaro saiu derrotado

sem tempo, irmão



Era para ser a apoteose do show orquestrado pelo próprio presidente no Maracanã. Mas no minuto em que a figura do presidente Jair Bolsonaro foi projetada nos telões do estádio da final da Copa América, durante a cerimônia de premiação da competição, uma sonora vaia tomou conta do palco da grande decisão, vencida pelo Brasil por 3 a 1 sobre o Peru. A grande maioria dos 69.986 espectadores do Maracanã reprovou a presença do político na celebração, embora tivesse quem o aplaudisse entre os presentes. Um tímido grito de “Mito! Mito!” não ganhou coro e foi rapidamente abandonado.

Convidado pela Confederação Sul-Americana de Futebol a participar da celebração, Bolsonaro foi quem vestiu a medalha de campeão no técnico Tite, que o cumprimentou fazendo uma reverência. O presidente tentou um abraço mais efusivo, puxando o treinador pelo pescoço, mas não teve sucesso. Tite me lembrou de quando eu era criança, e era obrigada a cumprimentar um parente chato.

O zagueiro Marquinhos sequer apertou a mão do presidente, passando reto pelo mandatário. Temos um novo herói?

Como um verdadeiro penetra de festa, Bolsonaro “invadiu” a celebração dos jogadores brasileiros. Ele se posicionou a frente da taça, que estava apoiada sobre o gramado, tomou-a nas mãos e convocou uma nova série de poses para os fotógrafos. Nesse momento, Tite se manteve mais distante, e não posou para as fotografias ao redor do presidente.

O ministro Moro, acuado pela série de revelações sobre sua atuação ao longo do julgamento dos acusados pela Operação Lava-Jato, não saiu da cola de Bolsonaro. O acompanhou praticamente o tempo inteiro. Quando do primeiro gol brasileiro, o presidente fez questão de erguer o braço de seu subordinado, como se estivesse o ensinando a se comunicar com as massas.

Com ingressos entre 500 e 900 reais, (chegou a 2 mil reais com cambistas), pouca gente imaginava uma recepção nesse nível. A elite branca que o elegeu parece que começou a se arrepender, e já não era sem tempo.

Da redação, com informações da Veja

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