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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

As mulheres que provavam a comida de Hitler

Hitler era vegetariano e as degustadores comiam uma dieta de legumes, arroz, macarrão e frutas. Imagem ilustrativa


Provar a comida de Hitler durante os últimos dois anos e meio da 2ª Guerra Mundial. Para um grupo de jovens mulheres no Terceiro Reich, essa foi a realidade diária.


O líder nazista exigia que moças alemãs provassem cada uma das refeições feitas para ele — uma precaução para detectar possíveis tentativas de envenenamento. Tal papel era visto como uma espécie de honra — uma maneira de servir.

A história das experiências dessas jovens só veio à luz em 2013, quando Margot Wölk, então com 95 anos, revelou sua antiga função à revista alemã Der Spiegel, e acabou virando peça de teatro.

Uma dieta vegetariana - e aterrorizante

Em comparação com as experiências de muitas pessoas na guerra, elas viviam uma situação melhor de certa maneira: em 1944, muitas pessoas passavam fome na Alemanha, enquanto elas faziam três refeições por dia.

Wölk descreveu em seu relato uma dieta de vegetais, arroz, macarrão e frutas exóticas, uma verdadeira raridade na época.

Mas, embora a comida "fosse boa, muito boa", ela acrescentou, em uma entrevista em 2013, que elas não conseguiam aproveitar.

"Algumas das meninas caíam no choro quando começavam a comer, porque estavam com muito medo. Tínhamos de comer tudo e esperar por uma hora, e toda vez tínhamos medo. Costumávamos chorar também de felicidade por ter sobrevivido."

Os membros da SS, o braço paramilitar do partido nazista alemão, serviam a comida, esperavam para ver se as meninas passavam mal e, se isso não acontecesse, a comida era levada para Hitler. Mas, entre cada refeição, as moças tinham pouco a fazer, exceto sentar e esperar para ver se estavam morrendo.

Até onde sabemos, nenhuma das garotas foi realmente envenenada pela comida. Mas a história delas é mal documentada — se não fosse por Wölk, nunca teria sido conhecida.

Parece que ela foi a única das degustadoras de Hitler que sobreviveu: enquanto as forças russas avançavam, ela escapou escondida em um trem e foi para Berlim.

Acredita-se que todas as outras garotas que permaneceram foram mortas por soldados soviéticos.

do portal Terra

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