O trauma e constrangimento de uma mulher após homem ejacular nela no ônibus e ser liberado - Paraíba Feminina

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

O trauma e constrangimento de uma mulher após homem ejacular nela no ônibus e ser liberado


A mulher que sofreu importunação sexual, após um homem ejacular nela dentro de um ônibus do transporte urbano de Salvador, disse que vive um momento de trauma. Ela afirma que toda vez que entra em um veículo pensa que a situação vai ocorrer novamente.

"Está sendo muito difícil porque foi traumático o que eu passei. Nunca imaginei que acontecesse isso comigo. Todo mundo que se encostava perto de mim eu me assustava, achava que era ele. Muito tenso. O que eu passei, não desejo a ninguém. É muito constrangedor. Foi terrível", disse.
O caso ocorreu em um veículo que fazia a linha Paripe x Rodoviária, na sexta-feira (24). A vítima conta que o homem não ficou intimidado de cometer o crime mesmo com veículo lotado.

"Eu estava em pé, não tinha lugar para sentar porque o ônibus estava muito cheio. Eu senti algo encostando em mim e eu virei para ver o que realmente estava acontecendo. Foi quando eu vi o que tinha acontecido. Na hora eu chamei atenção dele, perguntei o que ele tinha feito. O jeito que eu estava vestida, estava com roupa composta, não vi motivo para ele fazer esse ato", contou.
Ela disse que só percebeu que a roupa dela estava suja depois que os passageiros começaram a ajudar ela.

"Quando eu chamei atenção dele, os passageiros me ajudaram. Eu [então] passei a mão na minha roupa e senti que estava suja. O pessoal começou a ligar para a polícia", acrescentou.

Na ocasião, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi até o veículo e levou o homem para a Central de Flagrantes, na Avenida Antônio Carlos Magalhães (ACM).

Apesar disso, ele foi ouvido durante uma audiência de custódia, no domingo (27), e liberado após pagar fiança. A vítima conta que se sente insegura.

"A gente fica descontente. Para mim, não está sendo feita a justiça. Uma pessoa que pratica um ato e é liberada. Eu me sinto muito insegura em pegar o ônibus outra vez e encontrar ele. É terrível", afirmou.

Do G1 BA

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