As mulheres e o difícil papel de compor, resistir e lutar pela ciência no Brasil - Paraíba Feminina

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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

As mulheres e o difícil papel de compor, resistir e lutar pela ciência no Brasil


Sabemos como é difícil para certos homens aceitarem o fato de ter uma companheira que tenha um emprego. E se for um emprego que em certos momentos exija mais da gente, como uma pesquisa científica, o cenário é ainda mais desolador. Mas, ainda assim, as mulheres continuam a buscar seus espaços e mostrando a força o sexo feminino no universo acadêmico.

Levantamento feito pelo Open Box da Ciência, plataforma digital que reúne informações sobre as cientistas brasileiras de diversas áreas, revela que as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, sendo que 23% delas são pretas e pardas. Somente 15% de todas as mulheres que pesquisam e também são docentes no Ensino Superior do Brasil têm acesso à bolsa de apoio à pesquisa.
 
As informações contidas no espaço virtual são resultado de um levantamento feito através dos dados do Censo da Educação Superior, em conjunto com outras bases de dados oficiais, como a Plataforma Lattes, levando em consideração o número de artigos científicos publicados, prêmios recebidos, eventos organizados pelas cientistas e engajamento em divulgação científica.

A plataforma foi idealizada pela organização Gênero e Número e apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Surgiu com o objetivo de promover o trabalho de cientistas brasileiras, reunindo informações sobre seus trabalhos e histórias. A Open Box da Ciência possui um design interativo, combinado com jornalismo de dados para apresentar 250 pesquisadoras em cinco grandes áreas: Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia e Ciências da Saúde.

Dentro da navegação da plataforma é possível acessar ao menos um artigo relevante da produção científica da pesquisadora mapeada. Além de conhecer um pouco de suas histórias e desdobramento de estudos através de reportagens disponibilizadas.

Além de ser uma ótima forma dos estudantes conhecerem o trabalho e atuação das mulheres em sua área, a plataforma também funciona como uma ótima ferramenta para jornalistas encontrarem dados e fontes para diferentes temáticas.

Da Redação, com a Agência Educa Mais Brasil

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