A triste história do guarda municipal treinado para defender mulheres e que matou a ex a tiros - Paraíba Feminina

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terça-feira, 3 de março de 2020

A triste história do guarda municipal treinado para defender mulheres e que matou a ex a tiros



O guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, de 35 anos,  matou a tiro a ex-namorada, Maxelline da Silva dos Santos, de 28 anos, em Campo Grande. O crime aconteceu no último domingo (1º) e Valtenir segue foragido. Seria mais um entre os feminicídios que acontecem todos os dias no país, não fosse pelo fato do acusado ter sido capacitado para atender mulheres vítimas de violência doméstica.

Conforme publicação no Diário Oficial de Campo Grande, o guarda participou, em outubro de 2019, do Curso de Capacitação de Atendimento às Situações de Violência Contra a Mulher na Segurança Pública Municipal, promovido em parceria com Subsecretaria de Políticas para Mulher.

Ele não trabalhava diretamente no atendimento a vítimas de violência doméstica, porém, era capacitado para a atuação.


Nesta segunda-feira (02), a Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande determinou a abertura de processo disciplinar contra Valtenir, o afastamento por 60 dias da função e ainda a suspensão do porte de arma. Determinou ainda, que a arma usada por ele em serviço seja entregue à corporação.

Crime

Maxelline participava de um churrasco com amigos e a filha em uma casa no Jardim Noroeste. Na madrugada de domingo (1º), Valtenir foi até o local e a chamou para conversar. Eles discutiram e ele então atirou na cabeça dela.



A amiga de Maxelline viu o crime e ao correr para pedir ajuda, foi baleada e está hospitalizada. O marido dela, o promotor de vendas Sterferson Batista de Souza, de 34 anos, também foi atingido e morreu.

O casal ficou junto por sete meses. Em 17 de fevereiro, a estudante de pedagogia registrou boletim de ocorrência contra Valtenir, o qual estava impedido de se aproximar dela.

A Guarda Municipal não sabe se arma usada por Valtenir é a que ele usa em serviço. Porém, todas foram atingidas por projétil calibre 38, o mesmo usada pela corporação. Somente a perícia irá constatar.

do G1/MS

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