CPI do Feminicídio lança campanha de enfrentamento à violência contra a mulher no período de quarentena - Paraíba Feminina

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quinta-feira, 26 de março de 2020

CPI do Feminicídio lança campanha de enfrentamento à violência contra a mulher no período de quarentena



A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) lançou nesta quinta-feira (26), a campanha virtual “Mulher em Casa Não Fica Calada”, para alertar toda a sociedade e divulgar os canais de atendimento e denúncia destinados às mulheres em situação de violência doméstica.

Presidente da CPI, a deputada estadual Cida Ramos (PSB) reforçou que a quarentena causada pela pandemia da covid-19 tem sem mostrado eficaz em diversos países, para barrar a curva de crescimento do contágio do coronavírus, entretanto, o isolamento pode implicar no risco de maior exposição das mulheres à violência. “O impacto da epidemia é muito mais sério para as mulheres, pois o afastamento social de amigos e familiares podem deixar as mulheres ainda mais suscetíveis ao ciclo de violência. Pensando nisso, a CPI do Feminicídio lança esta campanha para reforçar a existência da rede de proteção à mulher. Precisamos, mais do que nunca, garantir a continuidade dos serviços essenciais para responder à violência contra a mulher”, pontuou.

Cida Ramos ainda destacou que o momento exige comprometimento do Poder Público na construção e consolidação de uma política de enfrentamento ao ciclo de violência contra as mulheres na Paraíba. “Nossa iniciativa trata de dar continuidade ao trabalho já inicializado. Esse importante instrumento da sociedade paraibana não poderia ficar omisso diante dessa conjuntura. Enquanto deputada, venho diariamente reforçando a necessidade de fortalecer as políticas públicas e sociais, e certamente a de proteção às mulheres é fundamental. Precisamos enxergar a possibilidade de que os casos de violência doméstica aumentem. Eles, em casa, podem exercer o comportamento violento com mais frequência. Em um trabalho integrado entre o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, poderemos salvar vidas”, justificou.

assessoria

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