Famílias modificam rotinas e buscam alternativas para se acostumarem com a rotina de reclusão - Paraíba Feminina

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terça-feira, 17 de março de 2020

Famílias modificam rotinas e buscam alternativas para se acostumarem com a rotina de reclusão



Dentre as determinações municipais e estaduais em todo o país para tentar conter a contaminação pelo novo coronavírus (Covid-19) está a suspensão das aulas nas escolas das redes pública e privada por um determinado período mês. Diante deste cenário, com dez casos confirmados na Bahia, muitas famílias estão se adaptando à rotina de confinamento.

Hoje, será o primeiro dia que os irmãos Maria Letícia, 9 anos, e Pedro Luís, 11 anos, não irão para a escola por causa do decreto municipal anunciado, nesta segunda-feira, 16, pelo prefeito ACM Neto, suspendendo, a partir desta quarta-feira, 18, as aulas na rede municipal de ensino.

Pedro Luís já se diz entendiado com a situação, mas ele ainda terá, ao menos, quatorze dias sem aulas, de acordo com a decreto que pode ser prorrogado. Para tentar driblar o tédio, Palmira Heine deve apostar em livros, fantoches e cantigas da sua época de criança.

A escritora e professora universitária acredita que as medidas de isolamento são necessárias e que deveriam ter sido adotadas antes. Ela conta que pretende intercalar os horários de estudo dos filhos, com o uso dos aparelhos eletrônicos e atividades para entretê-los. "Criança precisa de ludicidade, sonhos e fantasias. Agora que eu também estarei em casa, vamos investir em jogos em família, livros e fantoches que são aliados", disse.

Diversos museus possibilitam via internet um tour virtual pelo acervo. Outras opções são plataformas de streaming com filmes, séries e documentários.

Para a psicopedagoga e contadora de histórias Terezinha Passos, o momento é de aproximação entre pais e filhos e aproveitar para saber o que acontece com os filhos quando se está trabalhando. " Contar histórias, investir em jogos, assistir filmes são boas alternativas. Os pais ficam muito voltados para o trabalho. Agora, por causa desse pânico, as pessoas vão ter tempo para ouvir os filhos e conhecê-los um pouco mais", pontuou.

A profissional alerta ainda que os pais e responsáveis devem se atentar para não preocuparem os filhos. "As crianças ouvem e absorvem essas informações de que o vírus mata. Então, também é o momento de conversar, por que é algo delicado", disse.

Pets

O confinamento também pode afetar os pets, já que o uma das medidas é fechar parques públicos. Cães e gatos que vivem em apartamento podem chegar a um pico de estresse. A veterinária Miucha Furtado lembra que os pets não transmitem nem são portadores da Covid-19. E que estratégias podem e devem ser adotadas.

"Brinquedos educativos onde você coloca um pouco de ração dentro e um som ambiente ligado também ajudam por que assim os animais sentem a presença do dono", disse.

De acordo com a especialista, alguns pets só conseguem fazer as necessidades na rua, neste caso, o proprietário deve escolher horários de menor movimento.

Do A Tarde

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