Agressores ignoram a Justiça e descumprimento de medidas protetivas na quarentena aumenta 1.160% na Paraíba - Paraíba Feminina

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quinta-feira, 2 de abril de 2020

Agressores ignoram a Justiça e descumprimento de medidas protetivas na quarentena aumenta 1.160% na Paraíba



Um aumento de 1.160% no descumprimento de medidas protetivas na Paraíba. De acordo com números de atendimento da Patrulha Maria da Penha realizados nos últimos 15 dias, a média de descumprimentos de medidas protetivas passou de cinco por semana, para uma média de 8 a 10 por dia.

É um número preocupante, e uma das justificativas desse aumento diz respeito aos agressores acreditarem que as mulheres estão desprotegidas. Desde o início da pandemia, as redes de proteção à mulheres têm feito campanhas de conscientização e reforçado a atuação das redes de apoio, que, mesmo com número reduzido de pessoal e adequando o trabalho às normas de saúde, continuam com os serviços de proteção.

Outro dado preocupante diz respeito ao perfil dos homens que descumprem a medida. Segundo Mônica Brandão, coordenadora do Programa Patrulha Maria da Penha, quem descumpria a medida eram os ex parceiros que tinham acabado de ser notificados.
"Geralmente acontecia nos primeiros dias, quando o homem era notificado e demorava um pouco a entender o processo. Agora o perfil mudou. Mulheres que já estão no serviço de proteção há mais de 3 meses, e sem histórico de descumprimento, começaram a ser novamente assediadas". Monica ainda lembra que qualquer tipo de intenção de contato já é considerado como descumprimento da medida protetiva.
"Pode ser por mensagens de whatsapp, passar na rua, ficar parado em frente à casa, tudo isso é descumprimento. Num dos casos, um homem deixou um kit de proteção contra o coronavírus na porta da casa da ex companheira", afirmou.
Atualmente, 222 mulheres estão sendo monitoradas pela Patrulha Maria da Penha na Paraíba.
Os números 197 e 190 estão ativos, as casas abrigo estão em funcionamento, as delegacias estão funcionando em regime de plantão, a Patrulha Maria da Penha e a Ronda Maria da Penha (da PMJP) estão atendendo. Há também o serviço de escuta qualificada para mulheres que estão vivendo em situação de violência e que não tem coragem de denunciar. Saiba mais aqui.
O Paraíba Feminina segue em alerta nessa pauta.


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