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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Por que ficar em casa? Uma vida pode ser salva a cada minuto de isolamento social


Por cada minuto de isolamento social respeitado na última semana, 299 vidas podem ter sido salvas no Brasil nesta segunda-feira, 18. Até o final de maio, é possível que 3.601 brasileiros sejam poupados da Covid-19 considerando que as taxas de quarentena desse domingo, 17, permaneçam as mesmas - ou até melhor, cresçam.

Essa é a estimativa de um modelo epidemiológico matemático desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Utilizando dados do Observatório Covid-19 BR, os pesquisadores identificaram tendências na evolução da taxa de propagação do Sars-Cov-2 e a consequente aceleração ou desaceleração da epidemia depois do início de protocolos de distanciamento social, implementados a partir de 24 de março.

A partir daí, os cientistas calculam que, nos próximos 14 dias, uma vida pode ser salva a cada 54 segundos de isolamento social respeitados. Isso considerando as taxas de distanciamento registradas esse domingo, 17. De acordo com o mapa da Inloco, o Brasil atingiu índice de isolamento de 52,2% na data.

Já o Nordeste precisa respeitar 2 minutos e 54 segundos de quarentena para salvar uma vida. Pelos dados da pesquisa, esse ritmo pode poupar 1.176 vidas na região até o último dia de maio. Das taxas de isolamento social, Pernambuco é o estado nordestino com maior índice (58,1%), o segundo no Brasil nesse domingo. Enquanto isso, Sergipe registrou taxa de 48,1%, a quarta mais baixa nacionalmente.

O Ceará, com a Capital em lockdown desde dia 8 de maio, tem 56,5% de isolamento social, o quarto mais alto do País. O cenário, no entanto, poderia ser melhor: no dia 22 de março, o Estado atingiu 63% de isolamento. Na mesma data, o Brasil registrava 62,2%. A data marcou o pico mais alto de distanciamento social brasileiro e cearense.

“O distanciamento social parece ter sido efetivo quando consideramos o Brasil inteiro, mas começa a perder força lentamente, uma pena. Essa é uma tendência leve no Sudeste, que concentra a maior parte dos casos, e também no Centro-Oeste e Sul, que perderam boa parte do ganho obtido anteriormente. No Norte e Nordeste, que já possuem regiões onde o sistema de UTIs está acima da capacidade, parecem ter entendido a dimensão do problema e passaram a adotar um distanciamento mais efetivo”, comentam os pesquisadores na página de divulgação dos dados da pesquisa.

Ainda, eles reforçam que os governos precisam buscar alternativas de controle da epidemia para evitar colapsos no sistema de saúde.

Do O Povo

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